sexta-feira, 24 de março de 2017


PÚBLICO 23.03.2017

Dijsselbloem está equivocado



O Sr. Dijsselbloem está equivocado.



O presidente do Eurogrupo não deveria dizer tantas barbaridades como diz — estando em funções — ao querer “elevar-se” e “elevar” o nível dos países da Europa do Norte e “baixar” os dos Sul, muito menos neste momento de desconstrução europeia.



A Europa do Sul, apesar do seu atraso cultural, hoje não está presa aos “copos e às mulheres”.



E não é aqui que derrete dinheiro.



O Norte também bebe muito e parece que os homens genericamente ainda gostam de mulheres, pelo que estaremos na mesma.



De facto, o Sul ainda gasta muito dinheiro em “ostentação”, em mostrar muito “ter” mesmo que seja a crédito, ainda gasta muito dinheirito em infraestruturas improdutivas e as empresas não produzem bens transaccionáveis para vender nos mercados globais.



Quanto ao resto, Dijsselbloem tropeçou por certo nos pés, e deve ter batido com a cabeça em algo duro que lhe baralhou as ideias, e viu outro Sul que não o europeu.



Hoje, no Sul europeu, as mulheres estão e são muito mais independentes do que há 50 anos, muito mais cultas e em algumas áreas ultrapassaram os homens.



Na sexualidade, os “desejos” são recíprocos, logo, está errado Dijsselbloem.



Com imensas dúvidas face à fragilidade do processo europeu, face a Marine Le Pen poder vir a ser Presidente de França, espera-se que haja alguém com coragem e dignidade que imediatamente retire todos os cargos europeus a este Dijsselbloem.



O seu intento é destruir ainda mais o projecto europeu.



Augusto Küttner de Magalhães,

Porto

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