terça-feira, 21 de março de 2017

Credenciais de directores do FMI

Rodrigo Rato, o espanhol que foi director-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional) entre 2004-2007, foi condenado no passado mês de Fevereiro, a quatro anos e meio de prisão, por se ter apropriado ilegitimamente, com outros 64 arguidos, de fundos bancários de cerca de 12 milhões de euros, da Caja Madrid e Bankia.

Rodrigo Rato foi vice-presidente e ministro da Economia do governo do PP (Partido Popular de Espanha), chefiado por José Maria Aznar (1996-2004). Posteriormente seria expulso do PP.

Christine Lagarde, desde 2011 directora-geral do FMI, foi considerada culpada por negligência, num desvio de dinheiros públicos, quando era ministra das Finanças do governo francês, chefiado por François Fillon, um dos actuais candidatos da direita francesa às eleições presidenciais deste ano, e também ele agora indiciado no desvio de fundos públicos.

Dominique Strauss-Khan foi director-geral do FMI de 2007-2011, tendo apresentado a sua demissão, após ser detido em Nova Iorque, por acusação de abuso e agressão sexual a uma empregada do hotel onde se encontrava hospedado. Posteriormente, ver-se-ia envolvido em problemas com a justiça francesa por escândalos sexuais e, também, por uma investigação preliminar por fraude e abuso de bens sociais.

2 comentários:

  1. Cá,como lá, a categoria de muitos políticos é a mesma. Estamos entregues a esta gente sem princípios, sem valores e sem vergonha. É difícil sair deste enredo, porque, para qualquer lado que nos voltemos, a "tropa" é a mesma.

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    1. Tem toda a razão senhor Joaquim Tapadinhas, realmente a “tropa” em qualquer lado é a mesma. Na direita, aqueles dois exemplares. Na esquerda, pelo Partido Socialista, DSK foi várias vezes ministro, deputado e não fora o problema de saias, aliás, da falta delas, era considerado o potencial candidato à Presidência da República Francesa pelo partido.



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