quinta-feira, 30 de março de 2017

Uma Europa decente - quando?

    O titulo em epígrafe lembra o didáctico livro, ‘Por Uma Sociedade Decente’, de Eduardo Pais Ferreira, com chancela da Marcador. De leitura obrigatória.
    Na actual União Europeia (UE) a 27 países, muitos a ‘reboque’ da deriva austeritária alemã, os números esmagam anseios e esperanças dos povos. Portugal é uma flagrância!
«Tudo o que Portugal recebeu desta Europa na última década foi autoritarismo e [cega] austeridade. Uma terapia de choque sem fundamento económico ou racional. Puro radicalismo
ideológico misturado com boa dose de preconceito», escreveu Mariana Mortágua no JN. Subscrevo e iria mais longe… Urge, como nunca, repensar o modelo e os valores da UE: Aprofundar o Estado Social para atingir o maior número de cidadãos; Lutar sem tréguas pelo fim dos paraísos fiscais; Cortar à nascença as velocidades várias na UE; Erradicar a dicotomia entre o Sul e Norte e nefastas consequências para nós, o Sul; Combater as alterações climáticas e apostar nas energias renováveis; Implementar horários reduzidos de trabalho, para que os
desempregados tenham ocupação - pão; Atacar a fuga e evasão fiscal, calculando-se que quase 10% da  riqueza financeira mundial esteja em off-shores. Inclassificável!
   Portugal necessita reforçar o papel regulador social do Estado que, nos últimos anos, praticamente desapareceu. Haja vontade política e a desigualdade social tenderá a desaparecer.
Os níveis de pobreza são humilhantes!
   O saudoso e notável escritor, José Cardoso Pires dizia.’Isto bem repartidinho dá para todos e sobeja!’ Assino de cruz.
                                                artigo de opinião de  Vítor Colaço Santos

1 comentário:

  1. O diagnóstico está feito. E bem feito!Agora vontade política, amigo Vítor, sabes tão bem como eu que não há. Assim como também sabes que as mudanças justas, nunca se fizeram pela vontade política dos que detêm o poder. Só com luta.

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