terça-feira, 4 de julho de 2017

Crónica de dias ardentes

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Certamente que já terá ouvido as expressões de ‘puxar dos galões’ ou ‘pôr-se nos seus tamancos’, a fim de que tudo corra dentro da normalidade, conforme as boas práticas institucionais, ou de acordo com as NEP’s – Normas de Execução Permanente -, que existem nas Forças Armadas.
Todavia, parece-me que todas essas normas de boa conduta já não fazem parte do que seria admissível, pelo que, o desleixo campeia ao lado de todos os maus exemplos sociais ou laborais.
E, quando assim é, não há sociedade que resista a tanta letal erosão comportamental, em que ninguém se entende, em que todos exigem os seus direitos, sem qualquer contrapartida de deveres e obrigações para com a sociedade onde se está inserido.
O caso ultra grave do roubo de material de guerra de um dos paióis de Tancos, parece-me que, só com uma ‘tropa fandanga’, isso seria possível.
Eu, que estive como miliciano – serviço militar obrigatório - na Guerra Colonial na Guiné, sinto-me ultrajado e envergonhado com o que agora aconteceu.
José Amaral

2 comentários:

  1. Está anunciado que uma "brigada do reumático" se vai manifestar junto da presidência da República em protesto pelo recente afastamento de alguns comandantes de unidades militares... Se estes senhores tivessem um pouco mais de vergonha e menos de nariz empinado, o que diveriam querer saber, de um comandante que tem à sua responsabilidade tão perigoso material, era que raio de comandante era ele...

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  2. No tempo em que estive na Guiné, em missão de soberania, o general Spínola deu voz de prisão a alguns comandantes de batalhão pelos seus maus serviços prestados à Pátria.

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