segunda-feira, 16 de julho de 2018


Do Irresponsável ao Grotesco...


“Quase todos os elementos da campanha se consideravam uma equipa lúcida, perfeitamente realista acerca das hipóteses de vitória.O acordo tácito de todos era que não só Donald não seria presidente como não deveria sê-lo. Estavam, portanto, preparados para perder; o que não estavam era preparados para ganhar. À medida que a campanha chegava ao fim, o próprio Trump sentia-se animado: “Não penso em perder porque não se trata de perder. Isto é maior do que alguma vez sonhei. A marca Trump vencerá em todas as frentes”. E até já tinha preparada a sua resposta pública para a derrota nas eleições: “Fomos roubados”!

Em agosto, com uma diferença de cerca de 17% atrás de Clinton, Trump era incapaz de conceber um cenário longínquo de vitória eleitoral. O bilionário de extrema-direita Bob Mercer, apoiante de Ted Cruz, mudara o seu apoio para Trump com uma infusão de 5 milhões de dólares e a sua influência para angariar mais apoios e evitar que a campanha se afundasse, porque nem o próprio Trump investia um cêntimo do seu dinheiro naquilo, limitando-se a expressar o seu espanto por alguém querer fazê-lo.

De facto, mesmo depois de Trump eliminar os outros dezasseis candidatos republicanos, por mais implausível que isso pudesse ter parecido, o objectivo último de conquistar a presidência não parecia menos inconcebível”.

Nota- Respigado do livro de Michael Wolff.


Amândio G. Martins

2 comentários:

  1. Li-o nos primeiros 2/3... Um "espectáculo" de pulhice e desonestidade! Também, em boa verdade, achei-o mal escrito, talvez pela pressa em publicá-lo ou/e porque o conteúdo não dava para grande literatura.

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  2. Claro que não é literatura; mas tem o mérito de confirmar a informação que a gente mais ou menos já tinha...

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