sexta-feira, 27 de julho de 2018


Faltou-lhe a “vaca” de fundo...


Parece que ensandeceu
Na crença de ser poeta;
E na crendice se perdeu
Que poesia ninguém viu
Nessa pretensa faceta...

Lá se “passou dos carretos”
Estalou-lhe o verniz;
Escasseiam-lhe os afectos
E se os tem predilectos
Saber estar nada lhes diz.

Entende-se a preferência
Para poder sobressaír;
Aí goza de excelência
Mas é tal a indigência
Que já nem dá para sorrir.

De quem nada se aprende
Também não fica saudade;
E já nada surpreende
Se o homem nem entende
O que é urbanidade.

Convencido que é grande
Mas sem convencer os outros;
Ande o homem por onde ande
Quem não gostar que desande
Ele é “primus” entre poucos.

Quis uma “vaca” de fundo
Mas a coisa deu-lhe “zebra”;
E desgostado do mundo
Depois desse não rotundo
Transformou-se numa fera!


Amândio G. Martins



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