sábado, 21 de julho de 2018

A CP e o País

Em notícia do DN de hoje, somos informados de que a CP vai cortar comboios em hora de ponta, nas linhas de Cascais e de Sintra.
Ao ler esta notícia, não posso deixar de registar duas imagens recentes e lamentáveis desta empresa:
A primeira: há cerca de 2 semanas, na estação do Rossio, uma fila escandalosamente enorme, para se poder comprar um simples bilhete. Eram maioritariamente turistas, o que se torna negativo para se atingirem objectivos tão importantes para a economia do país. Com este caos, ninguém volta nem recomenda este sítio.
A segunda: há dois dias, em Sintra, cerca do meio-dia, chega um comboio apinhado de turistas, que demoram enorme tempo para sair da estação.
Demora-se uma eternidade a comprar bilhete, mais outra (eternidade) para sair do comboio, e assim ninguém vai recomenda estas paragens a qualquer conterrâneo (familiar ou amigo).
Se a estrutura de topo desta empresa vivesse o dia-a-dia do seu funcionamento, teria certamente soluções para ultrapassar estes e outros problemas.
Mas não.
Vivemos num país assim.
E não me digam que é culpa (ou responsabilidade) deste governo ou do anterior, desta
administração ou da anterior: a culpa (ou responsabilidade) é endémica e tem anos, décadas e séculos.
O nosso país sempre foi assim.






 A CP está a ser muito mal gerida. Estou convencido de que os responsáveis de topo ainda não viram as filas escandalosas que todos os dias ocorrem no Rossio para comprar um simples bilhete. Esta imagem não ajuda o turismo (porque as filas são compostas maioritariamente por turistas). Outra: há 2 dias, em Sintra, cerca do meio-dia, era uma fila enorme para se sair da estação do comboio. Estas situações são péssimos cartões de visita. Nenhum turista recomendará estas situações a qualquer amigo ou familiar. E depois não voltam. E queixamo-nos. De quem? De nós, claro, que somos um pouco burros.

4 comentários:

  1. a conclusão que tiro do seu texto, é que se, como diz, a culpa não é do actual governo, nem anterior, nem do próximo, nem de nenhum tenha ele a cor política que tiver, nem de nenhuma administração, então de quem é a culpa? De todos nós, como povo? Há imensas coisas que, felizmente, funcionam bem neste país. Portanto, não concordo nada consigo.

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    1. Meu caro Francisco Ramalho, talvez não me tivesse explicado bem, mas queria dizer precisamente o contrário da sua conclusão: que a culpa (ou responsabilidade), é de todos os que têm tido responsabilidades governativas ao longo dos tempos, e nada fizeram para evitar que as coisas tivessem chegado a esta situação. Sabemos que há politicos que resolvem tudo e mais alguma coisa, quando estão na oposição, mas chegados ao governo têm "uma branca".
      O povo é o que menos culpas tem, antes pelo contrário, e aquele que sofre todas as consequências decorrentes da má gestão desta e de outras empresas.
      O povo só poderá ter alguma culpa (ou responsabilidade) no momento em que vota, e às vezes vota mal, como sabe.
      Espero que tenha ficado satisfeito com a minha resposta, mas poderemos continuar o diálogo, caso entenda.

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    2. Completamente satisfeito, e com a correcção com que o fez. Já agora, amigo Dinis, diria apenas que o povo deveria fazer bem mais, como o Dinis está a fazer; reclamar.

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  2. Aqui há uma ou duas semanas foi noticiado que a CP estava a "cair de podre", quanto a material e oficinas. Pelos vistos, pelo que diz, a coisa passa-se também nos serviços. Lamentável.

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