sexta-feira, 20 de julho de 2018

Não gosto de sonsos!

Muito especialmente quando aliam a essa "sonsice" uma cultura algo limitada mas que, julgam eles, será quase paradigmática para os outros. Não raras vezes possuem uma "modéstia" em que se auto-intitulam de "gente simples" e pedem desculpa um ror de vezes, sem ninguém lho ter sugerido. O discurso é gongórico mas as palavras atropelam-se, pois o que lhes importa é o "estilo" que pensam ser brilhante e é  somente o que lhes alimenta a soberba e ilumina os dias. O que, inúmeras vezes, lhes veicula contradições insanáveis, porque não pensadas. Também valorizam mais a quantidade que a qualidade, pois as coisas são mais importantes "ao quilo", que é um dado numérico que, como é óbvio, lhes é mais facilmente entendível, pois então. Querem ser insidiosos mas nem para ironias lhes chega a verve. Que, nas poucas vezes em que não se auto-vigiam, traz frases feitas de muito mau gosto. E, decorrendo com naturalidade, querem poder dizer mas avisam logo que não estão para ouvir o que virá do outro lado. E tentam ser melodramáticos com eles mesmos. à procura de um "mimo" que não vem. Por isso insistem no método, aparecendo e desaparecendo, sempre num "talvez". Tão típico. Detesto sonsos.

Fernando Cardoso Rodrigues

4 comentários:

  1. Quem o inspirou para esta definição bem conseguida?

    ResponderEliminar
  2. Oportuníssimo o seu texto, Dr. Fernando; curto, mas com tudo que era preciso dizer. E veio-me à memória o que, há cerca de um ano, aqui foi espalhafatosamente dito, interrogando-se se neste espaço havia intocáveis, a pretexto de um escrito maldoso que de forma insidiosa lhe era dirigido.
    Eu não sei se há mesmo quem se julgue "intocável", mas fica claro que há quem não se toca...

    ResponderEliminar
  3. Perante a pergunta do Ernesto, o Fernando responde diplomaticamente. Pelo menos a personagem auto intitulada modesta e simples que passava a vida injustificadamente a pedir desculpa, mas que se passava e insultava quase ao mínimo reparo, está descrita pelo Fernando, na perfeição. O amigo Ernesto deve ter andado muito distraído.

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças. Não diga aos outros o que não gostaria que lhe dissessem. Faça comentários construtivos e merecedores de publicação. E não se esconda atrás do anonimato. Obrigado.