sexta-feira, 10 de abril de 2020


Traficantes ideológicos...


É de ficar contente ver ruír as teorias dos damagogos sem escrúpulos, quando a realidade nua e crua contraria as suas falsas teses, que apontavam para que a infecção fosse demolidora apenas para aquela faixa de população que mais os incomoda, como negros e hispânicos nos Estados Unidos; por isso gostei de ler o que escreveu o prof. Pedro Bacelar de Vasconcelos na sua coluna semanal no JN, de que transcrevo alguns apontamentos.

“A pandemia veio colocar problemas inesperados à extrema-direita populista que tem em Steve Bannon o seu mais notório ideólogo e organizador. Como o  Brasil é, de há muito, especialmente vulnerável ao “contágio” cultural norte-americano, Trump, Bolsonaro e os seus pastores evangélicos procuram impor nos dois países um tipo de ligação entre o Estado e a fé religiosa de que a Europa se livrou, por diversos modos, a partir das revoluções liberais do século XVIII.     (...)

Boris Johnson não precisou dos pastores evangélicos que, aliás, aí nunca atingiram um grau de influência comparável. Queria ele abandonar a União Europeia com ou sem acordo, para transformar o Reino Unido numa Singapura do Atlântico. De início, viu na pandemia uma possibilidade de rejuvenescer a mão de obra disponível e serviu-se de uma falsa teoria científica – a imunidade de grupo – para deixar que o vírus cumprisse a sua função predadora. Só quando os cientistas do “Imperial College” alertaram para o massacre selvagem que se avizinhava é que mudou de estratégia, com ele próprio já contaminado”...


Amândio G. Martins







1 comentário:

  1. Pode-se concordar com PBV, no geral, discordando de algo? É o que estou a fazer ao não aceitar que "imunidade de grupo" seja "uma falsa teoria científica" (sic). As intenções dos seus fautores poderão ter sido "malvadas" mas não necessariamente. Para se ter razão não é preciso "inventar". Chama-se a isso... honestidade intectual. Que é bem difícil de exercer....

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