domingo, 12 de abril de 2020

USAR A NET PARA FAZER A REVOLUÇÃO E PASSAR JESUS

É madrugada. Não consigo dormir. Os galos celebram a ressurreição de Jesus. E eu, iluminado, delirante, escrevo, como Fernando Pessoa, como Álvaro de Campos, poema sobre poema. Ainda assim tenho os meus detractores. Cínicos, invejosos. Que se fodam! Já ultrapassei os limites. Já tenho o meu lugar no Olimpo. Já disse. Não vim para a rapina nem para a competição, nem tão pouco para a mercearia. Não suporto contas nem economistas. Acho esse universo tremendamente castrador, inimigo da vida. No passado falhei em alguns debates mas aprendi com os erros e agora estou mais preparado. Sou perigoso. Até posso vir a ser um profeta revolucionário. Curiosamente, o álcool não me está a fazer falta. Escrevo e voo. Escrevo e danço. Sem precisar da confeitaria. Basta-me a sala, a luz, a mesa, os livros, a caneta, o caderno e depois passar tudo para o computador para mostrar ao mundo. Sim, também eu uso o computador e a internet mas uso-os a meu favor, para passar mensagens, para fazer pensar, para mostrar as minhas criações. Já que, por enquanto, não devemos sair de casa usemos a internet para agitar, para fazer a revolução e para passar a mensagem de Jesus. Continuo a escrever. Não tenho sono. São 5 horas. Jesus ressuscitou. Aleluia! E o pensamento não pára. Cria. Produz. Pensa, agora, no sexo, na mulher. Vou beber água.

3 comentários:

  1. Felicito-o por nos dizer que já não escreve sob efeito do álcool, com o qual se autodestruía, não tanha dúvida. E a única bebida que precisamos é mesmo a água; as restantes são guloseimas mais ou menos mortíferas...

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  2. Pois é... o lápis, a mesa, a caneta... o computador... a NET... que uns criaram, outros fizeram e... todos precisam de dinheiro ( antes era gado ou sal...)... até para comprarem os seus livros de poesia ( a alternativa é piratearem...)

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