quinta-feira, 16 de março de 2017

Poema da exactidão

Poema da exactidão


Que a chuva seja chuva, e o vento, vento
Que a noite seja noite, e o dia, dia
Que a dor seja só dor, e o tormento
Não se apresente em forma de poesia!


Que tudo seja tal e qual o que é
Sem embuste, sem alarde ou fantasia
Que até a morte, mesmo a morte até,
Seja só morte, jamais seja agonia!


Que a vida seja vida, enquanto vida
E o passado, passado, e não presente
Que cada coisa seja definida
Com um sentido para todo o sempre!



Joaquim Carreira Tapadinhas  -  Montijo




3 comentários:

  1. Caro Joaquim Tapadinhas,
    Nunca escondo a fraqueza da minha sensibilidade poética. Contudo, este seu poema tocou-me muito. Parabéns e um abraço.

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  2. Obrigado a ambos pelas palavras simpáticas e sinceras, pois entre pessoas que defendem valores e verdade, não há biombos, se houver compreensão. Espero que nos encontremos no dia 26, domingo, na sede dos construtores de edifícios, para cimentar melhor a nossa confraternização. O velho abraço fraternal para a rapaziada.

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