quinta-feira, 5 de julho de 2018


Ar mais puro...


Acabar com a máfia do poder que governa o país há um século é o programa do novo presidente mexicano, López Obrador, 64 anos, que concorreu à presidência apoiado na coligação de centro-esquerda “Juntos Faremos História”.

Ao afirmar “vou acabar com a corrupção”, num país onde a bandidagem política e económica é uma instituição, oxalá não esteja a ser precipitado e tenha assinado a sua sentença de morte, pois só nesta campanha eleitoral foram assassinados 145 políticos de vários escalões do poder.

País latino, mas situado na América do Norte, riquíssimo em minerais e petróleo, além de grandes extensões de solo fértil, os elevados números da pobreza só encontram explicação nos longos anos de governação da direita corrupta, que se apoderou das riquezas do país em conluio com a rapina de exploradores estrangeiros.

As palavras de ordem de Obrador “não mentir, não roubar, não atraiçoar o povo”, além de começar por dispensar as mordomias que têm servido de mau exemplo para os que roubam os recursos do país são um bom programa; esperemos que venha a ter sucesso, sem caír na estúpida demagogia de um Maduro...

Nota- Outra boa notícia vinda daquele lado do mundo é que, 45 anos depois do seu acto repugnante, alguns esbirros de Pinochet, torturadores e assassinos de Victor Jara, vão finalmente pagar alguma coisa.


Amândio G. Martins



3 comentários:

  1. Não é efectivamente tarefa fácil, e não é só a bandidagem interna e a direita corrupta local que o impedem. Ali, na Venezuela, no Brasil ou em qualquer país da América Latina e não só! Mas, principalmente lá...

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  2. Homens destes vão aparecendo poucos. Esperemos que vingue...

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  3. Para os países como para as pessoas, uma boa vizinhança é fundamental; e o México, agora mais que nunca, não pode contar com um bom vizinho

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