quinta-feira, 5 de julho de 2018

Um blogue.


Um blogue a várias mãos, como é o nosso, é um espaço de liberdade. Mas também de responsabilidade. De crítica mas também de educação. Nunca soez. De convicções expostas. Não é de catarse pura ou soberba "narcísica", nem de primeiras impressões que logo se esboroam. É democrático e de vários saberes. Mas também é rigoroso no respeito pelas regras universais. Deve ser pouco de "abraços e beijos" mas muito de comentários, laudatórios ou discordantes. E de perguntas. Não é um espaço de união mas sim de cotejo da distintas personalidades e caracteres aqui vertidos na escrita. É isto e muito mais ou... muito menos, mas aí deixa de ser um blogue polifacetado. Foi do que me lembrei, hoje. Só a mim me vincula, como é óbvio, daí que... venham os comentários que têm andado pelo quase "zero" na coluna que os assinala.

Fernando Cardoso Rodrigues

19 comentários:

  1. Aí vai o primeiro. O seu post afirma que, de um blogue plural e não confessional:

    1. Se espera - várias mãos, espaço de liberdade e de responsabilidade, crítica, educação, convicções, democracia, vários saberes, rigor, regras universais, comentários, perguntas, distintas personalidades e caracteres, que seja polifacetado.

    2. Não se espera - afirmações soezes, catarses, narcisismos, primeiras impressões, "abraços e beijos", que seja um espaço de união.

    Não posso estar mais de acordo. E, já agora, parabéns pelo seu poder de síntese.

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  2. O problema que se tem verificado nos comentários prende-se com o facto de as pessoas - algumas pessoas - não conseguirem separar as coisas; reagem de forma epidérmica quando alguém não subscreve o seu raciocínio, entendendo a coisa como um ataque pessoal...

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  3. É sabido que a prática nem sempre corresponde à teoria. Mas, é verdade que se todos tivéssemos a mesma opinião, isto era uma pasmaceira e não se apreendia nada. Também é verdade, que só os burros é que nunca mudam a dita. Mas, se insistimos com o outro até quase à exaustão, se queremos quase à força, que a nossa prevaleça, o outro, pode não estar para nos aturar! Na verdade, já são uns quantos companheiros que se foram. Destes que vou referir, apenas o penúltimo, pelo menos a mim, não deixou saudades. Não as deixou, pelo que disse, pelas razões que já aqui foram expostas, e porque se vitimizou. Lembram-se do Arlindo Costa? Depois, como eu sempre lhe chamo, foi o amigo Tapadinhas, a Graça, a Fátima, o Mário de Jesus, e agora o Zé Amaral. Este ultimo, nesta recente "escaramuça", sem razão, e já lho disse, pôs-se a defender o penúltimo. Mas foi só por isto que, como ele disse, suspendeu indeterminadamente a sua participação? Portanto, aqui fica a minha opinião. É natural que argumentemos para defender a nossa "dama". Mas devemos ter a sensibilidade e até o respeito, para com o outro, que não é obrigado a gramála.

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    1. Aqui o meu contributo sobre o comentário do Francisco Ramalho: Quem quer ser escrutinado, pela negativa, por tudo o por nada? Ou será que quem escreve livremente neste blogue quer ser azucrinado por dá cá aquela palha? Eis, pois,a lista daqueles que se fartaram de ser molestados, salvo erro ou omissão: A. Pedro Ribeiro, Ana Gonçalves, António Barbosa, Arlindo Costa, Carlos Luna,Cristiane Lisita, Céu Mota, Dinis Carmo, Dinis Evangelista, Francisco Pina, Fátima Rodrigues, Graça Costa, Joaquim Carreira Tapadinhas, José Araújo, José Guilherme Monteiro, José Madureira, José Manuel Pina Rafael Gomes, Santana-Maia Leonardo, etc.

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    2. Em vez de transcrever uma extensa lista de nomes, e como reapareceu num rápido, ainda se lembrará que fiquei sem saber se aquilo que escreveu nos seus "ecos noticiosos" de há dias atrás, em que que se fez "eco" da deserção de Manuel Alegre, se mantem, ou se o assume como uma atoarda leviana?...
      Quanto à extensa lista que publica acima, nunca ouvi anunciar ao A. Pedro Ribeiro, Céu Mota, Graça Costa, Fátima Rodrigues, José Madureira, por exemplo, que saíam do blogue e, muito menos, por serem molestados! Ou será que é mais uma "atoarda leviana"?...

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    3. Sem querer apoucar o argumento do José Amaral – que, legitimamente, é dele – quero precisar que, em abono do rigor e da verdade, nem todos os participantes no blogue que ele enumerou se afastaram (?) porque “se fartaram de ser molestados”. Não conheço os motivos de todos, mas sei, de ciência certa, e por conhecimento pessoal, que há outras razões.

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  4. Como ninguém é de ferro, uma pessoa que se "desunha" a escrever também precisa, de quando em vez, de uma pausa para descansar, meditar e ler...

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  5. No essencial de acordo com os critérios indicados para um blogue como este, que não pode também ser um grupo organizado de carácter fechado, uma vez que intervém num espaço público mediático e deve ter igualmente a justa pretensão de ser lido por outras pessoas para além dos que nele escrevem. E nesse sentido a necessária diversidade de opiniões e assuntos que podem cativar ou interessar outras pessoas. O Mário Jesus e o José Bernardo Amaral ajudam a esse objectivo.

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    1. Totalmente de acordo. Mas o que fazer quando querem retirar-se? A liberdade também é isso.

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  6. Este comentário justifica-se para sublinhar o que o José Rodrigues diz acima: "em nome do rigor". E ainda, e principalmente, para dizer ao Ernesto Silva que estou de acordo consigo quando reivindica a abertura do blogue a uma leitura por parte de toda ( a que quiser) gente. E também quanto à diversidade ser uma mais valia. Isto quanto aos assuntos mas não quanto ao tal rigor, mormente quando este concerne à verdade do que se diz e ao rigor dos métodos de escrita, que venho referindo. Este é o ponto do qual não me desvio.

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  7. O comentário pedagógico e sem hostilidade também serve para dar ou corrigir o rigor do que se pode considerar menos rigoroso na forma e no conteúdo. Naturalmente que cada um tem a liberdade de participação encarando a diversidade de opiniões e comentários como facto normal. Fiz apelo ao Mário Jesus para manter a participação e o mesmo expresso ao José Bernardo Amaral.

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    1. Em meu entender (que vale o que vale), para efeitos de rigor, convém distinguir factos de opiniões. Àqueles, exige-se rigor absoluto; a estas, basta o cumprimento das regras universais na sua exposição, não esquecendo, obviamente, o tratamento correcto e honesto dos factos (verdadeiros) que as originam. Os factos não se discutem, as opiniões, sim.
      Quanto aos apelos que o Ernesto Silva fez, apoio-o sem dúvidas.

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    2. Quem insultou e ofendeu, pode então voltar a fazê-lo!

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    3. Não me parece que insultar e ofender caibam no que alguma vez escrevi. Muito menos nas "regras universais".

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    4. Evidentemente que o José Rodrigues, nunca aqui ofendeu ninguém! Não percebo o que escreveu.

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    5. Evidentemente que não. Mas, Francisco Ramalho, do seu comentário pode inferir-se que eu, pessoalmente, estaria a caucionar a ofensa ou o insulto por outrem. Nada mais quis dizer do que isso.

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    6. O apelo que o Ernesto Silva faz, e que o meu caro José Rodrigues apoia, não é que quem ofendeu e insultou, volte? Portanto, se o homem voltar (repare que estou a falar no singular!) veremos se não cauciona! Mas, tudo bem! Não tememos ninguém!

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