sábado, 11 de março de 2017

A AUSÊNCIA DE VIDA

"Refeição após refeição, pontualmente, dia após dia, dia após dia. É isto a vida. Seria ainda tolerável se entre as refeições algo acontecesse. Mas, quanto a mim, nada acontece. Refeição após refeição e entre elas um vácuo..."
(Aldous Huxley, "Os Melhores Contos de Aldous Huxley")
Refeição após refeição. Nada se passa. Só o tédio, a depressão, o trabalho. Vida estúpida que muita gente leva. Nada de novo. Nada explode. O olhar passivo para a TV. As imagens que se absorvem. A finança que controla. Tudo é morte. Nada traz vida. Refeição após refeição, dia após dia. O relógio implacável. As relações mecânicas. A destruição do amor, do sentimento. A castração, a escravidão. Dia após dia. Nada de novo. Apatia. Não há fogo. Não há chama. Não há vida.

2 comentários:

  1. Ás vezes concordo consigo, amigo Pedro. Desta vez, não.

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  2. Uma vezes há, outras não há... Tal e qual a felicidade/infelicidade, alternando no nosso sentir interior...
    Coisas bonitas?, Olhe, uma mulher linda ( já disse que o conceito é lato), namorar, um neto lindo de morrer que mal conheço, é "francês" e me entra no coração e nos olhos através do Skype ( "boa" tecnologia...) e me diz "olhã", um livro ( como o "Admirável Mundo Novo " do A. Huxley... ou o "Para Sempre" do Vergílio Ferreira) ou um filme ( como o "Fiel Jardineiro", com tantas mensagens) ou uma palavra que adivinhamos mas só conhecemos através de outro (então se vier de quem amamos!) e por aí fora... Olhe hoje, por exemplo, vêm dois netos cá dormir e vou dizer a uma amiga báltica que li uma entrevista de Svetlana Alexievich, bielorussa e moradora em Minsk, cidade onde Klara estudou espanhol que agora ensina na Uinversidade de Riga, cidade linda... E, e, e, e..... Chega A. Pedro?

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