quarta-feira, 20 de maio de 2020


Benfeitores dos povos...


Tal como aquele Jaír que os brasileiros desencantaram para seu presidente, também o Donald dos Estados Unidos quer pôr o povo a tomar “hidroxicloroquina”, afirmando este que, mesmo sem precisar, pois diz não ter quaisquer sintomas da infecção, está a tomar aquela droga acerca de uma semana, por ter “ouvido muitas histórias boas”sobre o fármaco, e que lhe está a fazer muito bem; e fá-lo, fica claro, sacrificando-se para dar o exemplo do que os americanos também podem fazer para se livrarem da infecção.

Quanto ao Jaír, apesar de a realidade desmentir o optimismo que desde o início vem proclamando, “que o brasileiro não pega nada”, continua a invectivar aqueles responsáveis políticos que levam a pandemia a sério.  A Time dedica a sua “Light Box” do mais recente número ao cemitério de Nossa Senhora Aparecida, em Manaus - onde um espaço imenso foi disponibilizado só para enterrar as vítimas do vírus -  referindo-se assim ao presidente:  “Brazil´s populist president Jaír Bolsonaro has downplayed the severity of the crisis, calling Covid19 a “little cold” and making public appearances in violation of social-distancing principles”.

E é realmente uma pena  que este vírus ainda não tenha prestado ao grande Brasil o inestimável serviço de fazer com que o Jaír se “fosse” rapidamente deste mundo para os quintos dos infernos; e que a “cloroquina” não faça o mesmo com o americano, provocando-lhe uma síncope fulminante, livrando-se assim o mundo  destes dois mostrengos...


Amândio G. Martins

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