terça-feira, 26 de maio de 2020


Expedientes de malandragem...


Num daqueles icónicos filmes do tempo do “Estado Novo” que ainda hoje, quando são passados na TV, dão para umas boas gargalhadas, Vasco Santana fazia o papel de um “empresário” que explorava miúdos que mendigavam na rua, tendo vários a trabalhar por sua conta, controlados por um outro mais “reguila”, que tomava nota do desempenho de cada uma e prestava contas do arrecadado que, literalmente,  nunca passava de uns míseros tostões.

Diz a notícia do JN que um magistrado do M.P., quando passava na movimentada Rua de Santa Catarina, no Porto, apercebendo-se de um caso semelhante ao supra referido, alertou a polícia que, de facto, encontrou dois menores que mendigavam, controlados por um sujeito de trinta anos, numa actividade a que por cá se têm dedicado emigrantes romenos pouco dados ao trabalho duro.

É sabido que, na situação que actualmente vivemos, por força da quase paragem da economia, há muito gente a passar mal, e crianças a mendigar na rua despertarão naturalmente a generosidade de quem passa, mas é repugnante que um malandro qualquer as utilize para embolsar ele o que os menores  conseguem, subvertendo assim a boa intenção de quem dá, supondo ajudar quem lhes estende a mão...


Amândio G. Martins



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