segunda-feira, 7 de outubro de 2019


Inaceitável taxa de abstenção...


A vitória da Esquerda nestas eleições deixou-me satisfeito; sem maioria absoluta, que me parece boa coisa, o Partido Socialista tem a responsabilidade de formar mais um governo estável para uma legislatura, cabendo-lhe fazer agora aquilo que não conseguiu nos últimos quatro anos.

O que a taxa de abstenção diz de nós, do nosso empenhamento cívico, pode ser tudo menos aceitável; de facto, não percebo o que pensa esta gente que, num acto que não custa nada, prefere afirmar-se pela negativa, como se isso as pudesse levar a melhorar a sua situação.

A derrota de D. Cristas deixou-me bem contente, até porque nunca suportei o estilo grosseiro, às vezes a raiar a ordinarice, que a figura fazia questão  de exibir a cada momento; tendo sido uma péssima ministra, assumiu a liderança do partido para o afundar, bem acolitada pelo correlegionário Melo. De facto, apesar de ter agora afirmado ter feito sempre uma oposição construtiva, nunca a vi nessa postura no Parlamento, sobretudo nos debates com o primeiro-ministro.


Amândio G. Martins







3 comentários:

  1. Os partidos continuam a "aceitá-la", à abstenção, lamentando-a mas não a invectivando. Percebe-se num sentido táctico, mas não se entende. Quase metade do país está doente, de modo que não se possa deslocar às urnas de voto?! Com 21 partidos para escolher?! São muito esquisitos no "paladar"... Obviamente que a causa é bem mais prosaica e de fácil interpretação! Misturando egotismo, pouca cultura cívica e indiferença pelo mundo... desde que este não lhes faça "negas"nos seus microcosmos de pessoas e interesses. Não foi o Papa Francisco que falou de "cultura da indiferença"?... Também a indiferença cívica e democrática faz parte. Sinto verdadeiro desprezo pelo "voto abstencionista", genericamente!

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  2. Já depois de escrever o meu comentário,chegou-me a informação que houve 200.000 votos brencos e nulos. A estes respeito-os, ao contrário dos "eruditos egoístas" da abstenção.

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  3. Concordo com o Dr. Fernando, mas ao seu "sentido táctico" chamaria mesquinhez; creio que o deixa-andar dos partidos se deve ao medo de que uma grande votação pudesse beneficiar outros, que lhes passariam à frente. Haverá certamente gente que não vota por uma qualquer razão atendível, mas não podem ser milhões; e eu começaria por "resolver" o problema de uma forma muito simples: como toda essa gente tem nome e morada, receberiam um questionário com algumas perguntas a que teriam de responder num determinado prazo, justificando a razão de não terem votado, e as respostas determinariam um "follow-up" que não deixaria morrer o assunto, eventualmente estabelecendo penalizações futuras para esta gente para quem tanto faz como tanto fez...

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